sexta-feira, 17 de junho de 2011

                                              LAR|BAR

                     Onde você fica “de fogo”?



Começo a pensar que o homem nunca deixou as coisas boas, ele ‘apenas’, entre aspas pois parece dar um sentido de coisa boba, mas não é, canalizou mal suas vontades.


Santo Agostinho dizia que temos três (3) faculdades, a vontade, a razão e a memória, sendo que é a vontade que legisla, a razão pode intervir na execução da vontade e a memória é a memória (você lembra? rs). O santo filosófo continua, a vontade de matar é a mesma de fazer uma caridade, o que difere é a execução, por isso, todo homem tem vontade de fazer o bem, mas também o mal.


A vontade é tão a ‘mesma’ que tem até situações em que é usada a mesma palavra, fogo, e o lugar de “está de fogo” também pode mudar pouco, uma letra, Lar/Bar, Por exemplo.


O Lar é lugar sagrado, é lugar de crianças correndo pela casa – isso, penso, pesou para que Jesus deixasse o céu e viesse para o nosso meio, ser criança e correr pela casa – divino até para os antigos romanos, cujo os protetores dos seus domicílios eram os ‘Lares’, que se relacionavam ao local onde  era aceso o fogo para cozinhar e aquecer.

Interessante não? O lar é o local de acender o fogo, de se aquecer, sabedoria bonita esta de dar ao lugar onde a gente cresce o nome de Lar, ora quem não precisa de se aquecer, e como já disse outrora (no texto Amar), de sentir o amor no berço a balançar, no colo da mãe e no abraço do pai?
É, mas o problema é a nossa vontade, que está sendo mal canalizada, o lar, lugar do fogo, está se esfriando, estamos nos distanciando. A família, como dizia o saudoso e sábio Pe. Leo: está virando famí-ilhas; o lar, que vem de lareira, pouco a pouco vai se transformando em geladeira com seus compartimentos, muito bem definidos, cada coisa em seu lugar, ora não se colocam batatas no lugar dos ovos, muito menos os ovos na gaveta das verduras. O irmão nunca pode ultrapassar o quarto (tel) do outro, se não a guerra está aberta. A mãe, coitada, não passa de ‘soldado raso nessa batalha’, sem autorização expressa, não pode se quer bater na porta do quarto (tel).
Tudo isso porque estamos nos aquecendo em outros lugares. A vontade nunca acabará o coração vai sempre pedir para se aquecer, mas somos nós quem escolhemos onde “está de fogo”.
O dicionário traz uma curiosa definição para “lar”: “filho de escrava nascido após a lei de emancipação”. Ou seja livres, nada nos pode prender com o coração aquecido no lugar certo...
Reflita! Use bem sua liberdade, não escravize sua alma. Não há acaso. O seu lar é o melhor lugar para se aquecer.
                                                                      
                                                        Alan Veloso

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