Decisão – “uma determinada determinação” Sta. Teresa de Jesus
O Amor de Deus é realmente diferenciado, digo por que como pode ele, Deus, sempre acolher alguém que num momento o saúda e noutro o crucifica??
Não entendo e não agüentaria. Por isso que Ele é Deus né?
Como pode o filho prodigo – aquele que pediu o pai sua herança, a gastou e depois comendo lavagem com os porcos, decide voltar – voltar à casa do pai, festejar com ele e mais tarde – que pode ser dias, semanas, meses, anos... – pedir novamente a herança para mais uma vez gastá-la com a futilidade do mundo?
Como pode ter um Deus assim e como podemos ser filhos tão ingratos?
Sobre Deus nunca conseguirei entender - por mais que tente - todo seu Amor, por isso cito Sto. Tomas de Aquino, “Deus não é para ser entendido, Deus é para ser adorado”.
Mas sobre nós Homens, quero dar um pitaco.
Tenho a opinião de que uma boa resposta para tantas idas e vindas é a convivência com essa sociedade que não tem forças, nem coragem, para decidir, escolher por algo que vala a pena. Sociedade que quer tudo e acaba sem nada na lavagem dos porcos.
Quantos num momento de oração dizem tomar a decisão de “voltar”, de ser um novo “filho prodigo”, mas os dias passam o momento com Deus vira coisa do passado e então preferimos voltar a gastar nossa vida, nossa juventude, nossa alma. É sempre mais cômodo e momentaneamente mais prazeroso. E um dia estaremos novamente com os porcos e suas lavagens.
Até quando viveremos neste circulo vicioso?
Até o dia em que compreendermos que decisão precisa de “uma determinada determinação”.
Sermos inteligentes o suficientes para saber que o momento passa, que em grande parte da vida só vai nos restar a esperança de que não perco nada, perdendo tudo que a “ herança” pode comprar (parece contraditório? Não é). Em grande parte da vida a minha escolha, decisão, de voltar não vai ter graça nenhuma, o coração não vai arder como no momento da oração, em grande parte da vida vai está todo mundo se dando bem e só você parecendo se dar mal ( sei bem o que é isso), em grande parte da vida seremos alvo de chacota por ser mais corajosos, os fracos sempre calunia os corajosos.
Para escolher tem que ser forte, tem que ser homem/mulher de verdade, tem que ser equilibrado, por que escolher ficar com tudo não é escolher, escolher o que todo mundo faz? Muito fácil. Escolher viver só para si mesmo? Muito mesquinho. Nadar a favor da correnteza? Desculpem, até os restos fecais nadam. Quero ver é dedicar a vida por um ideal que não é só seu, mas que é do outro o fruto de sua luta. Como diz os poetas plantar uma árvore para outros sentarem a sua sombra.
Mas uma coisa também não compreendo naqueles que um dia quis ser Cristão de verdade, como pode voltar a lavagem?E como diz o Pe. Fábio, logo abaixo, lutam por um direito do qual não quero. Isso também é preconceito. Ora seu quiser lutar pelo direito de que não haja casamento homossexual para casais estáveis é preconceito, concordo vivemos num país laico e democrático, mas posso discordar ou não vivemos num país laico e democrático? Pois eles não querem esse direito que muitos lutavam para não ser aprovado no STF (supremo tribunal federal), que para mim não é natural; agora como o mundo não acha natural o padre viver sem uma companheira, lutam pelo direito que não quero. Isso não é preconceito? Mas a mídia só ver o preconceito que lhe garante audiência.
Talvez fugi um pouco do objetivo do texto, mas é por que querem a todo custo que deixemos a decisão de viver com Deus, para viver gastando a sua herança com aqueles que estão conosco, enquanto podemos pagar o preço da conta.
Enfim decisão é optar todo dia pela mesma coisa sem deixar que vire mesmice.
Alanveloso

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