Antes de tudo o AMOR
Exigir
que outros vivam as verdades evangélicas sem que experimentem o Amor é um ato
de covardia.
Isso
sempre me inquietou, sempre achei tal pregação a revelação de um Deus
indiferente, daquele sentado no seu trono exigindo que vivamos a perfeição que
ele não nos deu.
E se há
uma coisa que Deus, manifestado na pessoa de Cristo, não é, é indiferente; ora
é totalmente o contrario. Cristo sempre olhava para necessidade daquele povo
sofrido. Só para citar em Mat. 15,32 Jesus diz: “tenho compaixão da multidão,
faz três dias que não come”.(segunda multiplicação dos pães), e claro continua
a olhar.
A
verdade doutrinária para quem não é amado, ou não passou por uma experiência
com Cristo, é um fardo pesado de mais, por isso não quero ser uma metralhadora
dizendo um monte de verdades, dizendo isso ou aquilo é pecado, se não fizer tal
coisa você vai para o inferno. Mas sei da necessidade de vivê-la, e não
simplesmente da necessidade, mas principalmente do tesouro escondido na
castidade, na sobriedade, no perdão, na pobreza de coração, na mansidão e
humildade, na justiça, na Eucaristia.
Corremos
sérios risco de acabar sendo falsos profetas, é o que nos ensina a sagrada
escritura, aquele que coloca medo no povo é de fato um falso profeta, o
verdadeiro profeta é aquele que instiga no coração do povo coragem e esperança,
não o medo das penas do inferno, isso já fizeram de mais na Idade Média e até
hoje se paga o preço, ou você nunca foi apontado numa sala de aula ao estudar
historia geral? Ou talvez até mesmo apontasse o dedo acusador para algum
colega.
Por
tudo isso reafirmo; “ exigir que vivam as verdades sem que experimentem o Amor
é um ato de covardia”. Enquanto não fizermos uma experiência com a pessoa de
Jesus, enquanto não sentir no coração todo Amor que Ele tem por nós, verdade
nenhuma, como as citadas acima, serão vividas. Por
tudo isso reafirmo; “ exigir que vivam as verdades sem que experimentem o Amor
é um ato de covardia”. Enquanto não fizermos uma experiência com a pessoa de
Jesus, enquanto não sentir no coração todo Amor que Ele tem por nós, verdade
nenhuma, como as citadas acima, serão vividas.
E
continuo está reflexão voltando ao verdadeiro profeta que promove a coragem;
coragem para sair da mediocridade, ora mediocridade vem de médio, esta no meio,
“Nem quente nem frio” Apoc. 3,15, está no meio neste caso não é virtude nenhuma,
aqui não significa equilíbrio, mas podridão por não optar por um caminho. O
profeta deve ser esse que leva o povo a lutar contra o que é corrupção no
Homem. Profeta de verdade faz “da queda um passo de dança”(Fernando Sabino),
faz brotar a esperança onde só há desilusão, como fala São Paulo de Abraão “que
esperou contra toda esperança” Rom. 4,18; faz com que não percamos a
esperança em um mundo melhor, em uma civilização do Amor.
Para
isso não acredito na pregação da verdade sem Amor, mas no anúncio do “Amor
cheio de verdade “ ( Bento XVI, encíclica “Caritas in veritate”), é o que
São Paulo nos adverte “ as leis se resume em Amar o próximo como a ti
mesmo” Rm. 13,9.
Sem
mostrar que antes de tudo Deus nos amou não adianta tanta verdade, sei bem que
“a verdade nos liberta” cf. Jo.8,32, mas talvez estamos pregando uma verdade
que é só nossa, digo nossa porque se não passar pelo coração daqueles a quem
pregamos vai continuar sendo uma imposição. Será que basta dizer a uma
prostituta que sexo antes do casamento é pecado para ela largar a vida que
vive? Penso que só o “Amor cheio de verdade” é capaz disso.
Termino
perguntando: Alguém vivia castidade, se confessava, participava da Santa Missa,
rezava o terço, fazia adoração, era contra aborto, sexo fora do casamento,
relacionamentos descartáveis e tantas outras coisas sem antes ter experimentado
o Amor de Deus, que passa pela experiência com o ressuscitado?
Alan Veloso



Que Lindo seu blog Alan! Não conhecia, mas agora vou visitar sempre. Parabéns!!! Amei!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ResponderExcluir'Demorô'... mas valeu irmão!
ExcluirAbras.