quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Outro dia
escrevia que “somos uma eterna construção sem nem mesmo precisar colocar uma
placa de ‘desculpe os transtornos’”. Mas estive pensando que viria a calhar
nesse mundo tão moderno, pós-moderno, cheio de maquinas, robôs que não erram ou
quando começa a falhar é jogado fora e trocado por outro de ultima geração, com
gente não se pode fazer isso, apesar de quererem e muitos o fazem, usa, não
serve mais? Joga fora. Descartáveis.

Nesta sociedade moderna que exige que
sejamos Mestres e Doutores, menos jogador de futebol, pagodeiro, dançarina ou
participante do ‘big brother’; nesses casos podem ser mal educados e/ou
vulgares, como o Neymar ou as mulheres frutas. Mas como ia dizendo a placa
viria a calhar, talvez ela nos lembrassem que somos passiveis de erro e que o
erro pode nos ajudar tanto ou mais que os acertos, que camufla nosso verdadeiro
estado, como a tinta esconde a infiltração ou o reboco que se esfarela.

Nos lembraria que julgar e condenar o que está errado é muito fácil, difícil mesmo
é tentar reergue-lo.

Porque será que esquecemos tão facilmente que aquele que
hoje errou pode amanhã ser eu ou você. Aquele que ‘assentou mal um tijolo’ na construção da vida, precisa saberque eles tem qualidades, que sua obra não é só um ‘tijolo fora do prumo’, precisamos
entender que não adianta viver a vida tentando ‘aprumar aquele bendito ‘tijolo
mal assentado’, todos temos imperfeições e sempre teremos, mas também temos
qualidades, aptidões e são elas que nos farão concluir bem nossa construção e
principalmente são elas que nos farão voltar quando a “casa” estiver parecendo o
dito popular ‘por fora bela viola por dentro pão bolorento’. É preciso enxergar
o que temos de bom e o descobrir o que os outros têm de melhor.




Alanveloso

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