... Com Alegria
A parábola do tesouro perdido (Mt 13, 44ss)
me seduz, penso na minha vida, na alegria que muitos não podem compreender, por
deixar tudo com grande alegria para seguir o tesouro encontrado, Jesus, meu
Senhor!
Amigos, a Igreja será sempre uma caixa de
inutilidades, lugar onde não está o poder de fazer, desta caduquice
pragmática, mas o lugar do sonho que nos faz viver, um lugar árido,
aparentemente sem vida, nossos olhos por muito tempo poderá enxergar só um
lugar onde nada se produz, uma perda de tempo.
Mas não se assuste, porque de repente você se
descuida e encontra o maior tesouro da sua vida, de repente você se vê querendo
ir embora vender tudo que possui para comprar esse terreno que contém um tesouro
que nenhum outro lugar pode oferecer.
Ora o reino dos céus é semelhante ao tesouro
escondido no campo; um homem o acha e torna a esconder e, na sua ALEGRIA, vai,
vende tudo que o possui e compra aquele campo. Mt 13, 44
Mas infelizmente ainda existe muitos ‘jovens
ricos’ que vão embora tristes (Mt. 19, 22ss), “mestre que devo fazer para
ganhar a vida eterna? Cumpre os mandamentos... isso eu já faço... Se queres ser
perfeito vai vendo tudo que possui... Depois vem e me segue”
O jovem foi embora triste, tão diferente
d’aquele homem que encontrou o tesouro e que, foi vender tudo que tinha, com
Alegria, para possui esse grandioso tesouro.
Qual a diferença?
A diferença é clara, encontrar o tesouro
escondido, aquele que faz com que deixemos tudo com grande alegria para
segui-lo, esse Jesus que, entra na nossa história e nos faz perceber que tudo
sem ele é pouco de mais, bolha de sabão, se esvai tão rápido, tão sem sentido.
Esse tesouro se esconde como a vida numa
árvore no inverno, olhamos está tão sem vida, parece morta, chata, não nos
agrada aos sentidos, mas que tem dentro de si o tesouro da vida, é necessário
perder os acessórios, aquilo que atrai só pela aparência não dura. Tem que ter
algo a mais, tem que trazer vida, sentido. Suas folhas e flores são adereços
que ela não pode se dar ao luxo de mantê-los no inverno, precisa está de olhos
fixos no que é essencial em primeiro lugar, a vida, assim é o tesouro que se
esconde no altar da Mãe Igreja, aquele que é simplesmente o essencial e que
deve está sempre em 1º lugar.
O essencial sempre é deixado de lado, somos
como crianças no supermercado, o feijão e arroz não nos atrai, essencial, mas o
chocolate; bolacha recheada etc; é o mais pedido, o essencial se esconde no
interior da casca, do aparente.
Peixe é morto pela boca, nós muitas vezes
pelos olhos que, nos engana e nos faz escravos do ‘chocolate’, do supérfluo,
dos adereços, não que precisamos deixa-los de vez, nunca me entendam pelo
excesso, pelo radicalismo, mas sempre pela mediania, a virtude está no meio,
nem no excesso e nem na falta. Podemos fazer uso dos acessórios, mas não deixe
que ele vire essencial em sua vida.
Fico extremamente encabulado com a Alegria
que brota do coração do que encontra esse tesouro; como pode deixar tudo para
tê-lo? Parece tão absurdo isso, tão fora de moda, como deixar tanto por algo
que se esconde na sequidão da ‘árvore seca’, da Igreja, ‘campo árido’? Deixar
tudo e não abdicar do essencial, em especial deixar o supérfluo que escraviza.
Paro para tenta imaginar o que fazer para que
todos vejam.
Impossível! Não se ensina a enxergar o
invisível. Tem que ser como criança que pode fazer do cabo da vassoura um
cavalo de guerra como o ‘Sancho Pança’ (Dom Quixote de la Mancha), que lutava
contra dragões, que eram na verdade moinhos de vento. Enxergar além do que a
ciência positiva nos apresenta, pau é pau pedra é pedra.
Nunca saberão o que são os sacramentos –
sinais – não podem admitir que um pedaço de pão seja transubstanciado em corpo
do Deus vivo, impossível essa transubstanciação, como pode uma substância se
transforma em outra e continuar com sua mesma forma? Não, não há essa
possibilidade, ora como não? Será que essas pessoas nunca conheceram o poder
dos símbolos? Poder de ser o que não é? De ser o que os olhos não vêm? Tem que
ser criança, tem que acreditar que tesouro não se mede pelos números, os
grandes tem sempre que se lembrar dos números, mas como podem ser tão cegos?
Tem que acreditar mais nos sonhos que no poder, triste é quem tem tudo no
controle, nunca conhecerão a alegria da surpresa, do mistério, do divino – do
sobrenatural.
Sim, pois, será que não vêm que o essencial
não tem preço? Sua mãe e/ou pai você venderia por quanto? Seu filho e/ou filha
tem etiqueta de preço? Não? Mas e seu carro? Celular? Qual vale mais?
Sinceramente, tenho medo das respostas.
Bonito ver o apóstolo Paulo que, da prisão,
envia sua carta aos filipenses que em quatro (4) capítulos, 104 versículos
admoesta à ALEGRIA dezesseis (16) vezes àquela comunidade (dados do Pe. Leo. Saudade!).
Alegrai-vos diz o apóstolo!! Mas como? De onde vem essa Alegria se esse homem é
preso e castigado na carne?
Simples vem do tesouro que nada nem ninguém
pode tira-lo, é o Senhor mesmo quem diz: “ajuntai para vós tesouros no céu,
onde não o consomem nem traças nem a ferrugem e os ladrões não furtam nem
roubam” Mt 6,20.
Tem que haver cristãos que mostre essa
alegria ao mundo, tem que ter aqueles que os faz perder a cabeça sem poder
compreender de onde vem tal Alegria, tem que haver sempre até o fim dos séculos
os que deixam o que essa geração vazia não pode deixar por esse tesouro
inigualável que traz Alegria ao coração.
Tem que acreditar na eternidade, não nos
minutos!
AlanVeloso
imagens:
danny10. wordpress.com / vocare.maroianos.org.br
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