Me deparei com uma amiga cantando está música, que ficou na minha mente um bom tempo, então resolvi fazer uma reflexão de sua letra;
Musica : Ela me faz tão bem – Lulu
Santos
Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal, Perdido,
sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Ela demonstrou tanto prazer em
estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que
até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem
se tem
Refrão
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por
ela
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por
ela
Ela me faz tão bem!
Já
andei por ai, me sentindo muito mal, sozinho, perdido, só não andei de bar em
bar, mas andei por outros lugares, que dependendo, pode ou não ser pior.
O melhor mesmo é que também experimentei uma sensação
que até então não conhecia, da qual realmente passei a me querer bem. Bem
melhor. Essa sensação que me adentrou o coração - sim, pelos sentidos, não os sentidos empíricos, visão, tato etc... - me fez
viver bem melhor e por isso afirmo, essa experiência, a meu ver, não pode ser
de forma fria, mecânica, intelectual; pois se assim for, estará sujeita a parar
no antagonismo de saber, mas não viver.
Só vivemos – e até morremos – por aquilo que passa pelo coração, que
muitos até podem vir com uma frieza - típico de quem não experimentou algo que
valha a pena doar a vida – dizendo que tudo que sentimos no coração na verdade
está na razão, no cérebro – sim eu sei –, mas nunca deixarei, deixaremos, a
metáfora do coração (é ele quem dói, não é?) que tem “razões que a própria
razão desconhece” (filosofo Cristão Pascal), afinal há tanta informação, e até
conhecimento, dentro da nossa caixa craniana que não fazemos o menor esforço para
praticar, mesmo sendo o mais verdadeiro e bom, enfim há tantas que não amamos,
então, logo, não basta saber racionalmente, tem que ter algo a mais, tem que
arder o coração.
“E não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo
caminho?” dizia os discípulos
de Emaús (cf. Lc. 24, 13-35), que fugia por não ter se cumprido aquilo que
tinham em mente, aquilo que tinham lido nos profetas, que o reino de Israel
seria restaurado, mas e o que aconteceu ao arder o coração? Voltaram porque
agora sim valia a pena gastar a suas vidas por aquilo que fez morada no
coração. Antes de arder o coração só sabiam.
A frase atribuída ao filosofo Sócrates, “quem sabe o
que é o bem, não faz o mal”, ela por ela na prática é uma inverdade, quantos e
quantos, e quantos..., sabem o certo e faz o errado? Um exemplo pragmático é a
política, palavra grega, Politeía,
que significa: bem comum, desculpa o ironia, até o Tiririca, deputado federal
mais bem votado no Brasil nas eleições de 2010, deve saber, mas o que muitas
vezes vemos é o contrário um enriquecimento ilícito com o dinheiro de todos.
Sabem, mas não fazem.
Já sabia de muita coisa antes da experiência, mas só
ela me fez viver o que sabia!
Chegando
ao refrão afirmo que ao
olhar para traz vejo o quanto ela ma fez bem, o quanto minha vida mudou, quanto
cresci, intelectual, moral, humana, afetivamente dentre outros ‘ente’, e fazer
o mesmo por ela não é uma obrigação ou algo por interesse, mas como diz a
tradição católica, ao falar de São Francisco de Assis, que ao chegar no céu e
encontrar com o Senhor, diz: “não fiz nada esperando algo em troca, fiz porque
te Amo”, faço por que amo, e não faço esperando pagar o amor que recebi antes,
afinal “Ele nos amou primeiro” ,Jesus nos amou primeiro (cf. 1João 4:19), por
que como pensava, e sem saber pensava o mesmo que o poeta, Carlos Drummond,
“Amor é estado de graça e com amor não se paga” ( poema As sem-razões do Amor)
e São Basílio Magno engrossa o coro “há três formas de Amar a Jesus, a primeira
como um mercenário, que faz tudo por recompensa (o céu), a segunda como
escravo, por medo do chicote (o inferno) e o TERCEIRO É O AMOR FILIAL, daquele
que obedece porque de fato ama o Pai”, é assim que este: ‘Ela me faz tão bem’
deve impelir-nos, a querer fazer o mesmo sem nada buscar para si, afinal a
recompensa do amor é amar.
“Eu também quero fazer isso por ela”, como gratidão
por tudo que ela fez por mim, que foi sempre gratuitamente, sem esperar que um
dia pudesse fazer algo por ela.
Ela
a Igreja de Cristo, não
a dos homens, ou de alguns homens, não podemos confundir a Igreja com aquilo
que muitas vezes nós fazemos dela, a manchamos e usamos por interesses, mas Ela
nunca deixará de ser a esposa de Cristo, que “força nenhuma será capaz de
destruí-la” (cf Mt. 16,18) por essa eu quero lutar, gastar minhas forças, minha
vida para que muitos outros façam a mesma experiência, que mudam os planos, os
sonhos e principalmente nos faz bem. Bem melhor!
Essa Igreja me fez tão bem!
Alan Veloso

Que legal Alan, Parabéns pelo texto, a Igreja de Cristo precisa muito de homens assim como você, Que DEUS te Ilumine e Abençõe sempre nesta sua caminhada. Pax et Bonum!
ResponderExcluirAmigo, que bom vê-lo postando novamente. Me identifico muito com aquilo que você escreve, porque sei que vem do coração! Um coração que precisa expressar seus sentimentos, suas opiniões, suas limitações. Revela o que está por trás de um jovem em busca da santidade, e que sabe e defende bem aquilo que quer; um jovem como nós, que tem seus medos, seus desejos, suas angústias... Mais do que um seminarista, um jovem rapaz em busca do Amor de Deus, “afinal, a recompensa do amor é amar”.
ResponderExcluirGrande abraço!
Deus abençoe!