segunda-feira, 5 de março de 2012

Ela me faz tão bem!



Me deparei com uma amiga cantando está música, que ficou na minha mente um bom tempo, então resolvi fazer uma reflexão de sua letra;

Musica : Ela me faz tão bem – Lulu Santos

Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal, Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem se tem
Refrão
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por ela
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por ela



Ela me faz tão bem!


   Já andei por ai, me sentindo muito mal, sozinho, perdido, só não andei de bar em bar, mas andei por outros lugares, que dependendo, pode ou não ser pior.
O melhor mesmo é que também experimentei uma sensação que até então não conhecia, da qual realmente passei a me querer bem. Bem melhor. Essa sensação que me adentrou o coração - sim, pelos sentidos, não os sentidos empíricos, visão, tato etc... - me fez viver bem melhor e por isso afirmo, essa experiência, a meu ver, não pode ser de forma fria, mecânica, intelectual; pois se assim for, estará sujeita a parar no antagonismo de saber, mas não viver.
    Só vivemos e até morremos – por aquilo que passa pelo coração, que muitos até podem vir com uma frieza - típico de quem não experimentou algo que valha a pena doar a vida – dizendo que tudo que sentimos no coração na verdade está na razão, no cérebro – sim eu sei –, mas nunca deixarei, deixaremos, a metáfora do coração (é ele quem dói, não é?) que tem “razões que a própria razão desconhece” (filosofo Cristão Pascal), afinal há tanta informação, e até conhecimento, dentro da nossa caixa craniana que não fazemos o menor esforço para praticar, mesmo sendo o mais verdadeiro e bom, enfim há tantas que não amamos, então, logo, não basta saber racionalmente, tem que ter algo a mais, tem que arder o coração.
   E não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho? dizia os discípulos de Emaús (cf. Lc. 24, 13-35), que fugia por não ter se cumprido aquilo que tinham em mente, aquilo que tinham lido nos profetas, que o reino de Israel seria restaurado, mas e o que aconteceu ao arder o coração? Voltaram porque agora sim valia a pena gastar a suas vidas por aquilo que fez morada no coração. Antes de arder o coração só sabiam.
A frase atribuída ao filosofo Sócrates, “quem sabe o que é o bem, não faz o mal”, ela por ela na prática é uma inverdade, quantos e quantos, e quantos..., sabem o certo e faz o errado? Um exemplo pragmático é a política, palavra grega, Politeía, que significa: bem comum, desculpa o ironia, até o Tiririca, deputado federal mais bem votado no Brasil nas eleições de 2010, deve saber, mas o que muitas vezes vemos é o contrário um enriquecimento ilícito com o dinheiro de todos. Sabem, mas não fazem.
Já sabia de muita coisa antes da experiência, mas só ela me fez viver o que sabia!
 Chegando ao refrão afirmo que ao olhar para traz vejo o quanto ela ma fez bem, o quanto minha vida mudou, quanto cresci, intelectual, moral, humana, afetivamente dentre outros ‘ente’, e fazer o mesmo por ela não é uma obrigação ou algo por interesse, mas como diz a tradição católica, ao falar de São Francisco de Assis, que ao chegar no céu e encontrar com o Senhor, diz: “não fiz nada esperando algo em troca, fiz porque te Amo”, faço por que amo, e não faço esperando pagar o amor que recebi antes, afinal “Ele nos amou primeiro” ,Jesus nos amou primeiro (cf. 1João 4:19), por que como pensava, e sem saber pensava o mesmo que o poeta, Carlos Drummond, “Amor é estado de graça e com amor não se paga” ( poema As sem-razões do Amor) e São Basílio Magno engrossa o coro “há três formas de Amar a Jesus, a primeira como um mercenário, que faz tudo por recompensa (o céu), a segunda como escravo, por medo do chicote (o inferno) e o TERCEIRO É O AMOR FILIAL, daquele que obedece porque de fato ama o Pai”, é assim que este: ‘Ela me faz tão bem’ deve impelir-nos, a querer fazer o mesmo sem nada buscar para si, afinal a recompensa do amor é amar.
“Eu também quero fazer isso por ela”, como gratidão por tudo que ela fez por mim, que foi sempre gratuitamente, sem esperar que um dia pudesse fazer algo por ela.
 Ela a Igreja de Cristo, não a dos homens, ou de alguns homens, não podemos confundir a Igreja com aquilo que muitas vezes nós fazemos dela, a manchamos e usamos por interesses, mas Ela nunca deixará de ser a esposa de Cristo, que “força nenhuma será capaz de destruí-la” (cf Mt. 16,18) por essa eu quero lutar, gastar minhas forças, minha vida para que muitos outros façam a mesma experiência, que mudam os planos, os sonhos e principalmente nos faz bem. Bem melhor!
Essa Igreja me fez tão bem!

                                                 Alan Veloso

2 comentários:

  1. Que legal Alan, Parabéns pelo texto, a Igreja de Cristo precisa muito de homens assim como você, Que DEUS te Ilumine e Abençõe sempre nesta sua caminhada. Pax et Bonum!

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  2. Amigo, que bom vê-lo postando novamente. Me identifico muito com aquilo que você escreve, porque sei que vem do coração! Um coração que precisa expressar seus sentimentos, suas opiniões, suas limitações. Revela o que está por trás de um jovem em busca da santidade, e que sabe e defende bem aquilo que quer; um jovem como nós, que tem seus medos, seus desejos, suas angústias... Mais do que um seminarista, um jovem rapaz em busca do Amor de Deus, “afinal, a recompensa do amor é amar”.
    Grande abraço!
    Deus abençoe!

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